Mentiras – Michael Grant

SINOPSE: Decorreram sete meses desde o desaparecimento de todos os adultos. Tudo acontece numa noite.Uma rapariga que tinha morrido circula agora entre os vivos. Zil e o Bando dos Humanos incendeiam Perdido Beach; entre o fumo e as chamas, Sam entrevê a silhueta da pessoa que mais teme: Drake. Mas Drake morreu. Sam e Caine venceram-no, assim como à Sombra. Pelo menos assim pensavam.Enquanto Perdido Beach arde, a batalha também está acesa: Astrid contra o conselho municipal; o Bando dos Humanos contra os mutantes; e Sam contra Drake, regressado do reino dos mortos e desejoso de acabar com aquilo que ele e Sam deixaram por concluir. Entretanto, e à semelhança do próprio fogo, há boatos que alastram, espalhados pela Profetisa, Orsay, e pela sua companheira, Nerezza.As condições são piores do que nunca, e os jovens estão desesperados por sair. Mas estarão suficientemente desesperados para acreditarem que a morte os poderá libertar?

Editora-Planeta-Logo-1024x256
OPINIÃO: Na apreciação ao primeiro volume desta coleção fiz notar a nítida inspiração no clássico “Lord of the flies”, onde se cria uma sociedade apenas de crianças. Porém, com a estreia televisiva da mais recente adaptação d’”A Cúpula” de Stephen King, encontrei outra semelhança desta obra de Michael Grant com outro autor. Quem não consegue perceber “A Cúpula” de King em Perdido Beach?
ATENÇÃO: Isto não é uma crítica negativa, longe disso! Estou só a expor factos. Aliás, o próprio Stephen King elogia esta coleção na capa e na contracapa.
Michael Grant colocou um grande grupo de crianças sob uma cúpula inquebrável, deu-lhes superpoderes, uns destrutivos, outros inúteis, e explorou a anarquia, a perda, a morte, o assassínio, a justiça, a fome e, no volume anterior intitulado “Fome”, lançou a xenofobia e a homossexualidade.
Estes são os temas recorrentes nesta coleção violenta, para adultos. Por isso, ó livrarias, TIREM ESTES LIVROS DA SECÇÃO INFANTIL!
“Mentiras” vai buscar o fanatismo religioso.
Uma grande tendência humana é a procura da fé em alturas de decadência. Talvez para acalentar aquela que morre sempre por último: a esperança.
Aqui, surgem 3 grupos: os crentes, os que temem e os que simplesmente vão ignorando até se dar o colapso.
No fundo, como em qualquer religião extremista.
A verdade é que esta profecia traz novos pontos de interrogação à história e reafirma os primeiros, que foram sendo postos em segundo plano pelas preocupações e necessidades primárias dos personagens.
Em todos os volumes há personagens que morrem, há personagens que se afirmam e outros que se afastam. Michael Grant faz bom uso do prol que criou.
Os protagonistas mantêm-se, uns mais enfraquecidos, outros a tomar decisões questionáveis.
Surge um novo grupo que irá, decerto, interferir com a precária estabilidade construída neste caos.
Estou desejosa pelo próximo volume.
Adoro esta coleção e recomendo vivamente.
Fazia-me extremamente feliz que se fizesse uma adaptação televisiva. Vou fazer figas para que um produtor pegue neles e se ilumine!
Só um aparte: porque é que este livro é mais alto do que os outros? É que, tipo, fica bué de mal na estante!
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s