Sangue Final – Charlaine Harris

SINOPSE: Há segredos na cidade de Bon Temps, segredos que ameaçam aqueles que estão mais próximos de Sookie — e que poderão despedaçar-lhe o coração… Sookie Stackhouse não pensa duas vezes antes de recusar o pedido da sua antiga colega Arlene quando esta pede que lhe devolva o seu lugar no Merlotte’s. Afinal, Arlene tentou matá-la. O seu relacionamento com Eric Northman, porém, não é tão claro. Juntamente com os seus vampiros, ele mantém a distância… e um silêncio gélido. E, quando Sookie descobre porquê, sente-se devastada. É então que um homicídio chocante abala Bon Temps e Sookie é presa por esse crime. Mas as provas são débeis e sai sob fiança. Quando começa a investigar o homicídio, descobre que o que passa por verdade em Bon Temps é apenas uma mentira conveniente. O que passa por justiça é mais sangue derramado. E o que passa por amor nunca será suficiente…

OPINIÃO: Quantas vezes olhamos para a estante, vemos uma coleção enorme de uma saga que parece nunca mais acabar e desejamos a publicação do derradeiro último volume?
Porém, quando esse desejo é finalmente atentido, não estamos a contar com a sensação de perda no virar da última página.
Agora, observo os meus livros, ordenados cronologicamente, e suspiro. Vou sentir falta da Sookie.
“Sangue Final” é um livro de despedidas. Sentimos isso com a presença física de alguns personagens secundários, com o desfecho de relações mal resolvidas e nas elaborações mentais da própria Sookie, que está pronta para colocar um basta nos problemas que os sobrenaturais trazem ao seu dia a dia.
Contudo, este volume não foge ao que Harris nos habituou, contando também com o enredo policial.
Desta vez, a protagonista prepara-se para enfrentar uma situação constrangedora, que deixará a nu quem são realmente os seus amigos, com quem pode contar.
Sente-se um regresso ao passado, ao início, como se nenhum vampiro tivesse interferido na vida dela. Esta foi a parte que mais me desiludiu, esperava um final menos colorido. Achei-o até um pouco forçado e desproporcionado. Afinal, ao longo da saga, fomos habituados a ver certas personagens sob um determinado prisma e, de repente, Harris troca-nos as voltas, dando ênfase a uns e tirando o protagonismo a outros.

Enfim, terminou. A mão decisiva da autor traçou os seus finais. O livro preenchou o seu lugar junto dos restantes. Ficou a nostalgia de uma história que me acompanhou, que me prendeu, que me deliciou, desapontou, por vezes, que me marcou à sua maneira.
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