Ligação – Soraia Pereira

SINOPSE: Um mundo. Uma Cidade. Um segredo guardado durante séculos. Uma noite tudo muda.

Jessica O’Reilly nunca teve uma vida fácil. Ignorada pela família e a viver sozinha em Nova Iorque, vê-se no meio de criminosos e é nessa noite que Leonardo a salva da morte.

Assoberbada por um conforto que nunca teve, Jessica vê-se num mundo novo, no qual conhece os Anjos Negros.

Quando retorna à sua vida, os Sombras surgem e tentam seduzi-la para o seu lado e Jessica vê-se confrontada por uma escolha que só ela pode tomar.

Aos poucos, ela descobre que nem tudo é o que parece e que não só criaturas fantásticas existem, como deseja intensamente que façam parte da sua vida. Em especial Leonardo com quem criou… uma forte ligação.


Ela nunca pensou que aquela noite fosse apenas o início e ele nunca esperou ter de ir contra as regras.


O que tem Jessica de especial?

Quem são os Anjos Negros? E os Sombras?


Uma certeza o leitor pode ter:

Nova Iorque jamais voltará a ser a mesma…


OPINIÃO: A autora leu J.R.Ward ou Sherrilyn Kenyon? É que se não, aconselho a ler.
Durante toda a leitura, o nome destas duas autoras não me saiu da cabeça, tais eram as semelhanças.
Desenganem-se se pensam que isto é uma crítica negativa. Ser “comparada” (entre aspas, porque não é exatamente o que estou a fazer) com autoras deste calibre e levar o autor a sentir emoções semelhantes ao que elas despertam é uma honra.

Onde se verificam as semelhanças? 
Na irmandade de vampiros; no facto de estes serem diferentes do vampiro tradicional; por serem guerreiros com passados difíceis; na raça inimiga; na entidade feminina soberana; na súbita e instantânea sede de desejo dos protagonistas…
Daí a minha ideia fugir para as autoras acima mencionadas.

Mais uma vez, repito: “Isto não é uma crítica negativa!” 
Mesmo que a autora tenha lido Kenyon e Ward, estas semelhanças não tornam a sua história menos original. Somos todos livres de ir buscar inspiração onde quisermos.

Então onde é que realmente falha?
Não diria que falha redondamente na revisão. Já li muitos livros lançados por editoras conceituadas com muitos mais tropeções do que o que este livro apresenta. A escrita da autora é fluída, corrente e proporciona uma leitura leve e rápida.

Falha na escolha do lugar onde se desenrola o enredo.
Ora bem, segundo a Wikipedia, os Estados Unidos da América contam com mais de 902 milhões de habitantes. Quantos deles são escritores e quantos deles escolhem a grande maçã, Nova Iorque, para palco das suas aventuras?
A mesma fonte indica que Portugal tem cerca de 10 milhões e tal de habitantes. Mesmo se fossem todos escritores e se todos escrevessem sobre o seu país, acredito que se escreveria mais sobre os E.U.A. 
Então, porque se escreve sobre os E.U.A., quando temos um país com paisagens para todo o género de histórias e estórias?!
E mais! A autora mora numa cidade com um nível de história enorme!
Perdoa-me, Soraia, mas isto é de repreender.

Adiante. Gostei imenso da relação dos irmãos e alguns deles pareceram-me bastante interessantes. Quero muito conhecer a história deles.
O que menos me cativou foi o protagonista deste volume, Leonardo, e os seus impulsos idiotas. Achei-o muito infantil. 
Jessica até que não me desagradou de todo, mas odeio solenemente quando as personagens tiram ilações erradas e não se dão ao trabalho de perguntar, agindo logo de forma rude e precipitada.

Não senti grande química entre os protagonistas. Acredito que os restantes volumes, se se centrarem nos outros irmãos, irão ser mais do meu agrado.




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