Antes bruxa que morta – Kim Harrison

SINOPSE: “Não há bruxa mais dura, sensual ou louca do que a caçadora de prémios Rachel Morgan, que já arriscou a vida amorosa e a alma para trazer perante a justiça as criaturas que percorrem a noite do crime. Entre missões, ainda tem de se defender das tentações da sua parceira sedenta de sangue, guardar um segredo mortal do companheiro de aventuras e resistir a um novo pretendente vampiro.

Rachel também deve tomar uma posição na guerra que irrompe no submundo da cidade, já que ajudou a pôr atrás das grades o vampiro que até aí a controlava… o que implicou fazer um acordo com um demónio que lhe poderá custar uma eternidade de dor, tormento e humilhação. E agora esse poderoso demónio está pronto para tomar o que lhe é devido.”


OPINIÃO: Esta coleção fica cada vez melhor a cada livro.
Gosto de um ambiente mórbido e assustador neste género de fantasia urbana e Kim Harrison consegue-o com a personagem demoníaca Al – como a Rachel o trata.
Sente-se aquele friozinho no estômago nestas passagens, pois há ali a maldade pura, sem moral, impetuosa, e Rachel tem de lidar com ele, quer queira, quer não.
Tem sido uma grande valia a esta coleção, a presença constante dos demónios, que de fofos e atraentes nada têm. Temos aqui, pelo menos neste campo, um pouco de terror à old fashion way.

Ivy também traz momentos de tensão à narrativa, pelo seu temperamento tempestuoso e imprevisível. Uma personagem muito bem construída, que deixa sempre muitas perguntas ao leitor pelas atitudes que tem. É difícil decifrar Ivy e saber o que se pode esperar dela.

Jenks, por sua vez, é aquele que traz os momentos de humor. É uma personagem bastante querida pelos leitores e senti imenso a sua falta neste volume.

A história do milionário Kalamack começa a desenrolar-se. Os segredos escapam-se pouco a pouco e uma nova personagem promete um papel mais relevante no futuro.

Quanto à Rachel, a protagonista é simplesmente genuína.Começo a ter realmente pena dela, pela sua impulsividade. Ela é tão natural e corajosa na sua idiotice que conquista com muita facilidade. Damos por nós a fazer o “face palm” e a abanar a cabeça num gesto de ternurenta repreensão.
Rachel vive o momento e não pesa as consequências dos seus atos. A prioridade é resolver o problema que tem em mãos. Logo, o amanhã da Rachel é pesaroso, preocupante, longo e, por vezes, bastante dorido. Quando não se torna bastante pior do que o hoje.

O que me desagradou foi o rumo que o romance levou. Não consigo sentir qualquer química nesta relação e torço para que haja uma reviravolta. Apesar de ele ter sido uma personagem com uma ótima passagem neste volume, mostrando uma faceta sombria, muito diferente do esperado.

Gosto e vou dar continuidade à saga. 

Quero agradecer à Saída de Emergência por, para além de nos dar oportunidade de termos estas brilhantes coleções nas estantes em português, ter respeito pelos seus leitores, Até à data, tem terminado aquilo que começa, não parando de publicar as sagas pela metade, como muitas têm feito.


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