Maximum Ride: Adeus à escola – James Patterson

SINOPSE: Passaram 24 horas desde que Max e o seu bando escaparam do Instituto, em Nova Iorque. Os seis amigos com poderes extraordinários — são 98% humanos e 2% pássaros — continuam a emocionante procura dos seus pais e da verdade sobre quem realmente são.

Embora perseguidos pelos medonhos Erasers, os seis amigos tentam levar uma vida normal, com a ajuda de uma agente do FBI. É assim que voltam a estudar e que Max se apaixona por um rapaz, tentando a todo o custo não desvendar os seus poderes…

Mas para este bando não existem dias normais. Max apercebe-se de que estão a ser alvo de uma emboscada e que terão de abandonar a escola. E a situação é ainda mais grave — ela e os cinco amigos devem, supostamente, salvar o mundo. Mas salvá-lo de quem? Quando? E como?


OPINIÃO: Só a escrita de James Patterson permite uma leitura rápida e emocionante. Os capítulos são muitíssimo curtos e a própria linguagem é simples e acessível a qualquer idade.
Quanto ao enredo, a ação é também acelerada e são raros os momentos mortos.

Este é o segundo volume da série Maximum Ride, que conta a história de um grupo de miúdos transformados em mutantes numa idade demasiado tenra para se recordarem.
No primeiro volume, o grupo foge da prisão onde cresceram e regressam para resgatar a benjamim da familia, Angel.
O primeiro volume começa a explorar algumas pontas que acabam por ser deixadas soltas. Aqui, neste segundo volume, algumas das peças começam a compor-se. 

Angel tem um poder telepático que causa um nervoso miudinho em todos os outros membros do grupo. Afinal, a criança está a aprender ainda a diferença entre o que está certo e errado. Porém, o facto de ser mutante não significa que não possua uma das caracteristicas mais comum dos mais jovens, o egoísmo. Angel é perigosa aquando as suas birras e, sabendo o quão moldável é uma mente tão jovem, ficamos apreensivos sobre que rumo irá esta personagem tomar. 
É, na minha opinião, a melhor personagem.

Outro grande destaque neste volume é o Eraser Ari. Bem, Ari é um ser muito estranho. Este monstro repugnante é, em primeiro lugar, uma criança. Ari é carente e sedento de atenção, mas alterado geneticamente para ser feroz e implacável. A sua noção de amor é muito distorcida, agarrada à máxima “ou a bem ou a mal”, o que lhe importa é ter o que quer. No fundo, acaba por não ser muito diferente de Angel, que se diferencia pela aparência e por esta não sofrer de qualquer falta de carinho.

Patterson consegue ser bastante cruel nas entrelinhas. Há uma passagem neste volume, que se centra na procura do grupo pelos pais, que é de partir o coração. Isto para não mencionar as imensas partes assustadoramente emotivas de Ari.

Já a protagonista, Max, não me conseguiu cativar. Acho-a um tanto arrogante e dada às grandezas. Aquela ideia dela de ser a mãe deles todos e que sem ela eles não se safam é irritante. Fazia-lhe bem um pouco de humildade… ou não, porque a história funciona perfeitamente assim.

Já me familiarizei com este enredo, com estas personagens e com o próprio autor. Esta coleção será para guardar na minha estante, para mais tarde ser lida pelo meu filho.
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