Amores altamente perigosos – Walter Riso

SINOPSE: SE NÃO SOFRES PELA PESSOA AMADA É PORQUE NÃO A AMAS. 

Muito pelo contrário: amar não é sofrer, e ninguém deveria abrir mão de ser amado e feliz. 


Por que falhamos tanto no amor? Por que tanta gente escolhe a pessoa errada e mergulha em relações tão perigosas e irracionais? Por que nos resignamos a relações dolorosas? Acreditamos que o amor é infalível e esquecemos algo elementar para a sobrevivência amorosa: nem todas as propostas afectivas são convenientes para o nosso bem estar. Gostemos ou não, algumas formas de amar são francamente insuportáveis e esgotantes. 


Este texto é dirigido a qualquer pessoa que queira repensar a sua vida afectiva e fazer do amor uma experiência satisfatória. Não é um livro optimista nem pessimista, mas sim realista. Não encontrará aqui as melhores regras para viver com certo tipo de pessoa, mas aprenderá a estabelecer tempos de reflexão para compreender melhor a sua relação enquanto casal e deslindar até onde se justifica lutar ou não por ela. Amar não é sofrer e temos o direito a ser felizes. Este é o bem estar supremo que ninguém nos poderá tirar, nem que seja em nome do amor.( 


OPINIÃO: Livros de auto-ajuda não são, de todo, a minha praia, porém, este título chamou-me de tal modo à atenção que imediatamente percebi que o livro merecia ser lido. 

Aqui está um tema que tem de ser aprofundado, mexido, divulgado. É necessário criar histórias sobre estes tipos de amor, para que se perceba que não é preciso haver violência física para que a relação seja destrutiva.


Se procurarmos por histórias de violência doméstica, ficamos inundados de livros, casos, biografias de homens que espancam mulheres, filhos, maridos bêbados que destroem lares por ciúme, por falta de dinheiro, por amantes, droga, ou até mesmo por serem simplesmente quem são. No entanto, há outros tipos de violência, uma violência passiva que mal se percebe no início e que vem acentuando ao longo do tempo. Uma insatisfação, um sufoco, onde o diálogo já não cabe e as ações parecem inúteis. Relações onde predomina o “preso por ter cão e preso por não ter”, relações de desconfiança, de subjugação, de controlo psicológico.

Onde para o amor quando há constantemente o sentimento de vingança? A vontade de amar, mas também de destruir, para que não sejamos destruídos? Vivem casais em constantes jogos de poder, usando métodos exaustivos para ver quem fica por cima.


O mais arrepiante nisto tudo é que o casal desconhece que vive de forma doentia. A destruição mútua é a forma de amor que conhecem e a mudança poderia trazer insatisfação de uma das partes ou o desinteresse.

Walter Riso aborda algumas personalidades tipo. Explica, inicialmente, que a pessoa pode possuir traços de mais do que um dos estereotipados, porém, há indivíduos que são espelhos do que é identificado por ele.

O livro destina-se, essencialmente, à “vitima”, apesar de, em todos os capítulos, o autor inserir um apontamento para o “agressor”. O objetivo parece ser a identificação prévia da personalidade, antes de haver um relacionamento. Digo isto, porque só este cenário apresenta solução. Nos restantes, isto é, no caso de já haver relacionamento, o autor não dá muitas garantias de salvação. Aponta algumas estratégias para apaziguar o mau ambiente, apela imenso à paciência e avisa que os conselhos que dá podem levar ao rompimento da relação, devido ao género do parceiro não aceitar a contradição à sua personalidade. O que não deixa de ser pertinente, se o que procurarmos seja um ultimato à condição de vida a que vivemos no plano afetivo.

Há também a possibilidade de nos vermos nas páginas deste livro e de sentirmos o balde de água fria. Percebermos que estamos a errar, sem percebermos, e admitirmos, para nós mesmos, que alguns dos nossos comportamentos não são razoáveis.

O livro também aborda os casos considerados mais perigosos, que são aqueles onde prevalece a violência física. Estes são os mais falados, os mais comentados, os mais avisados, porém, saliento novamente a importância que há em se falar mais daqueles que parecem estar na linha amarela, mas são tão vermelhos como os anteriores. O que muda é o tempo e a intensidade do momento, mas, no final, o resultado é o mesmo, a perda da identidade, a subjugação a outro.

Em suma, é um livro muito instrutivo, muito útil e que nos leva a ver de outra forma muitas das relações que nos rodeiam e outras que tanto amamos no mundo fictício. 
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