A Floresta Mecânica: Os variantes – Robison Wells

SINOPSE: Benson Fisher pensou que uma bolsa para frequentar a Academia Maxfield seria o seu passaporte para uma vida com futuro. Estava enganado. Agora, vive num colégio cercado por uma vedação de arame farpado. Um colégio onde câmaras de vigilância monitorizam todos os seus movimentos. Onde não há adultos. Onde os alunos se dividiram em grupos para sobreviver. Onde a punição por violar as regras é a morte. Mas, quando descobre, por acidente, o verdadeiro segredo do colégio, Benson percebe que cumprir as regras poderá trazer-lhe um destino pior do que a morte, e que a fuga – a sua única esperança de sobrevivência – talvez seja uma missão impossível.

OPINIÃO: Uma agradabilíssima surpresa!
Um orfão, renegado pela vida, constantemente enviado de casa de acolhimento para casa em acolhimento, resolve inscrever-se num colégio interno. O objetivo de Benson é ver-se livre das obrigações impostas pelos progenitores “emprestados” e dar ao seu curriculum um ponto positivo para o futuro, criar uma estabilidade escolar que até à data foi impossível pela inconstância de lar fixo.
No entanto, algo corre mal logo à chegada. Além do colégio estar totalmente afastado da civilização, a receção é, no mínimo, curiosa. Os alunos, fechados dentro do colégio, advertem-no para não entrar, através de gestos frenéticos e, quando a porta se abre e a uma doce jovem o vem receber, dois deles correm pelos jardins, numa fuga desenfreada, atrás do carro que o trouxe. 
A partir daí não há volta a dar. Benson torna-se prisioneiro de um jogo sádico.
As regras do colégio consistem na obediência cega ao “olho” que lhes segue todos os passos, através de câmaras instaladas por todos os cantos. A escolha de uma das três equipas é um passo de sobrevivência e, apesar da incredulidade de Benson em absorver esta realidade, rapidamente será confrontado com o verdadeiro sentido da palavra, algo que nunca pensou ter de enfrentar.
O colégio esconde outros segredos que, devo dizer, deixaram-me deveras atenta. Criou em mim uma desconfiança em relação a tudo e a todos os intervenientes que se ligaram a Benson desde o seu ingresso.
É um enredo interessante, carregado de rasteiras agradáveis que trazem uma imprevisibilidade constante aos acontecimentos seguintes. 
Apesar de abordar a famosa temática “Big Brother”, foge ao estereótipo com um componente futurista que mexerá com as emoções do protagonista e do leitor. É sufocante a situação em que Benson se encontra e nas situações à qual o colégio o obriga a envolver-se.
Evidencio o jogo de paintball como um ponto menos interessante, isto porque se repete por três vezes, dando à história uma redundância que não merecia, pela criatividade implementada no geral.
O final é aberto. Li a última página mais do que uma vez, pelo “nó” que tal situação deu. Mal posso esperar pelo desenlace desta surpresa e pela sua explicação.
É uma leitura voraz e de fácil entendimento. A escrita é simples e acessível a todas as idades, porém, não recomendo a crianças pela violência psicológica e física patente ao longo do enredo.
Recomendo.
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