Dança com o diabo – Sherrilyn Kenyon

SINOPSE: Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente… Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?

OPINIÃO: Comecei a ler esta coleção depois de me terem oferecido o “Amante de sonho” e nunca pensei que acabasse por ser arrebatada pelo mundo de Kenyon desta forma. 
É absolutamente soberbo, repleto de uma sensualidade, carisma e genialidade tremenda.
Depois do doce Julian, o irreverente Kyrian e o solitário Talon surge Zarek. 
Zarek é diferente de todos os predadores da noite. A sua fama já começa a ser espalhada no livro “O Prazer da noite” e confirmada no “Abraço da noite”, mas é na “Dança com o diabo” que o conhecemos a fundo.
Todos os predadores são assombrados por fantasmas do passado, mas nenhum deles tem memórias tão dolorosas como Zarek. É de tal modo emotivo que me senti mesmo apiedada ao ler as passagens do seu tempo pré-predador da noite.
Ninguém (a não ser o absoluto Acheron) conhece a dor de Zarek. Dor esta que pode facilmente explicar as suas atitudes. No entanto, há uma sequela na sua história de vida que é imperdoável. Uma aldeia a arder, cadáveres por todo o lado, vozes a condená-lo, a apelidá-lo de monstro, são imagens que assombram os sonhos de Zarek diariamente no seu exílio no Alasca, local para onde a deusa Artémis o enviou. 
Agora, depois de se ter visto num conflito que chamou a atenção dos humanos, Zarek está com a cabeça a prémio. 
Artémis quer a sua vida e Acheron o perdão. Caberá a Astrid, deusa da justiça, ditar o destino do predador. Para tal, ela usará um teste sem o seu conhecimento para conseguir ver se o frio e maquiavélico predador tem ou não um coração a bater sob toda aquela brutalidade.
O enredo desvia-se dos anteriores, apesar de também estar banhado de momentos de sensualidade extrema. Contudo, este leva-nos a conhecer mais do mundo dos deuses e sobretudo de Acheron, que cada vez se torna mais interessante.
Quanto à escrita, não há ponta que se aponte. Dentro do molde do género – fantasia com toque de erotismo – Kenyon é mestre na dança que dá às palavras envolvendo o leitor ao ritmo que ela deseja.
Impossível ficar indiferente a este mundo.
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