O Mago – Raymond E. Feist

SINOPSE: Na fronteira do Reino das Ilhas, existe uma cidade tranquila chamada Crydee. Nessa cidade, vive um rapaz órfão de nome Pug. Trabalhando nas lides do castelo que o acolheu, ele sonha com o dia em que se tornará um guerreiro valoroso ao serviço do rei. Mas o destino troca-lhe as voltas e o franzino Pug acaba por tornar-se aprendiz do misterioso Mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para todo o sempre. Subitamente a paz do reino é esmagada, sem piedade, por misteriosas criaturas que devastam cidade após cidade. Quando o mundo parece desabar a seus pés, Pug percebe que apenas ele poderá mudar o rumo dos acontecimentos, penetrar as barreiras do espaço e do tempo, e dominar os poderes de uma nova e estranha magia… Esta é uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde irá conhecer povos e culturas exóticas, aprender a amar e descobrir o verdadeiro valor da amizade. Mas, no seu caminho, terá de enfrentar tenebrosos perigos e derrotar os inimigos mais cruéis.

OPINIÃO: A grande valia deste livro? Sem dúvida as personagens.
Um grande pedaço da primeira parte centra-se em Pug e no seu processo de crescimento. Logo, é impossível que o leitor não crie uma simpatia para com este jovem de origens simples que vê a sua vida dar uma reviravolta quando escolhido para ser aprendiz do mago.
Pug aprende a viver na corte. Há relações que se criam com as circunstâncias e assim acontece com a princesa Carline e com o escudeiro Roland. O autor consegue separar excelentemente as etapas da vida de Pug e dos restantes jovens em seu redor. Quero com isto dizer que numa primeira etapa, este trio formava um triângulo complicado, porém, a vida os levará para caminhos distintos. Sentimentos crescem e outros surgem do nada. Do lado romântico deste livro pouco se vê e espero que esta vertente se adense para a frente, pois é deliciosa a forma terna como o autor lida com este assunto.
Thomas, amigo de Pug, foi sem dúvida a maior surpresa. O que parecia ser uma personagem secundária, sem muito interesse, aparece amadurecido com uma personalidade intrigante e com bastante relevância. O destino empurra para Thomas um desígnio e a sua transformação aquando essa pretensão é soberba. Aliás, o capítulo que mais me marcou teve Thomas como foco.
Adorei o mistério em redor do príncipe Arutha e estou desejosa de o conhecer um pouco melhor. 
O príncipe Lyam não possui o mesmo poder de presença de Arutha, mas não deixa de ter o seu encanto. 
No que toca ao enredo em si, a história é um pouco enrolada com descrições e tem um ritmo lento. Só mais para o final é que senti a ansiedade da batalha a crescer e as palavras a ganharem ação.
Estou intrigada com o rumo que irá tomar e o que irá resultar desta guerra cujos oponentes se desconhecem por inteiro.
Os povos criados pelo autor não deixam lugar para tédio. O mundo dos anões é apresentado e desenvolvido, mas o dos elfos é quase abafado.
Estou ciente de que o 4º volume sairá este ano, logo o que acabei de ler foi uma ponta de uma grande obra. Vejo imenso potencial nesta saga.
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s