A Tormenta das Espadas – George R.R.Martin

SINOPSE: Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. 

Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam. 

Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos. 

No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa? 

OPINIÃO:  Se ao início achei o enredo parado e demasiado descritivo, Martin tornou a esbofetear-me com as mudanças que faz sem aviso prévio. Quando um capítulo parece não arrancar e enrolar o leitor, ele consegue surpreender.
Novas alianças estão criadas. Umas por interesse, outras por obrigação, outras por amor e outras secretas; outras, tudo ao mesmo tempo. As personagens estão, mais do que nunca, interligadas e com as vidas cruzadas. Lannister’s e Stark’s, Baratheons e as casas do Sul, e Targaryen que se move lentamente pelas águas profundas a caminho do que é seu por direito.
Daenerys foi o meu maior deleite neste livro. Depois de odiá-la por um momento, devido a uma atitude que reprovei, ela sobe na minha consideração e mostra-se uma mulher de armas, de guerra, uma verdadeira rainha.
Tyrion também é, apesar de submisso ao pai que o repugna, entregue a uma aliança vantajosa para os mantos carmesim. Apesar da sua relutância, esta união irá engrandecer a obra, porque é inevitável não ficar curioso quanto às percurssões desta forçada união entre semelhantes casas.
Jon, por sua vez, destaca-se fora do seu ambiente já tão habitual. A personagem já merecia um certo destaque e finalmente vemos isso a acontecer neste volume.
Por último, tenho de bater palmas ao novo “narrador”, Jaime. Adorei ver o mundo pelos olhos da distorcida mente, obcecada pelo incesto prazeroso que o consome, Regicida. Está a tornar-se uma das personagens mais notáveis desta fabulosa saga. As revelações das lembranças dos gémeos enquanto crianças são passagens “barulhentas” para a moralidade humana. Jaime vê o seu passado com prazer e puro amor. “Se eu fosse uma mulher, seria Cersei.” – diz ele. Simplemente adorei esta constatação e a reflexão que daí advém, quem poderia o egocêntrico Jaime amar, além de si próprio? A sua faceta feminina, claro!
Torna-se a falar, mesas juntam-se para debates, promover estratégias, mas o confronto está próximo e vai ser sangrento e sobretudo digno de se ver, uma vez que os senhores desconhecem os verdadeiros inimigos que veem do Norte e a surpresa que ruma vinda do Sul com 3 dragões ao colo.
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