O aprendiz do assassino – Robin Hobb

SINOPSE: O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.
OPINIÃO: Um conjunto de nomes de personagens bastante simples e imensamente originais, é o que saliento em 1º lugar por me ter marcado tanto.
Para contextualizar e ao mesmo tempo dar uma visão ao reino, cito o nome das personagens mais marcantes e as suas funções na Torre do Cervo.
O rei Sagaz teve dois filhos do 1º casamento, Cavalaria e Veracidade, e um do segundo, Majestoso. A 2ª rainha deixou ficar também um bastardo, Galeno, que foi iniciado nas artes do Talento(uma arte que permite comunicar através de pensamentos e que num estado mais forte pode provocar danos nas mentes de quem o usa e de quem o recebe).
Cavalaria, casado com dama Paciência, é o príncipe herdeiro, mas a gestão de um bastardo vem trazer discórdia ao coração do honrado cavaleiro.
Logo, Fitz, o bastardo de Cavalaria é retirado dos braços da mãe e levado a ser educado entre a corte. A sua sorte foi cair nas mãos de Castro, um fiel homem de Cavalaria, que mesmo depois de descobrir que Fitz tem a Manha(capacidade de comunicar e sentir os animais), o educa com mão firme e carregada de honra e deveres que o sangue real, mesmo que bastardo, acarreta.
A semelhança de Fitz com Cavalaria não cai bem na corte e mesmo sendo uma criança, Fitz ganha inimigos demasiado cedo. 
Protegido por Sagaz e amparado por Veracidade, o crescimento de Fitz é mesmo assim conturbado e carregado de reprimendas severas. 
Galeno e Majestoso são duas personagens que adorei odiar. A mesquinhez de ambos e a astúcia que imprimem nos seus planos é soberba.
A relação de Fitz com os animais é tocante. Há duas experiências deste com cães que eleva o “animal fiel ao homem” ao seu patamar mais elevado. Adorei ver o vínculo que este cria com Narigudo e com Ferreirinho.
A escrita é cuidada e um tanto lenta. Alguns capítulos são dolorosos de atravessar devido às descrições meticulosas de locais e de opiniões do protagonista acerca de assuntos alheios ao enredo. Vale a pena insistir, pois o final é carregado de adrenalina psicológica e prende o leitor até à última página.
Uma vez que este livro é o que inicia a saga, é natural que ao acompanharmos o crescimento de Fitz nos vejamos confrontados com mudanças drásticas de tempo e locais. As personagens fluem em quantidade como já é típico deste género literário, daí a introdução à família real para facilitar a introdução neste mundo.
Gostei e uma vez que terminou de forma tão abrupta para um grande prol de personagens, irei querer ler o que se seguirá a este desfecho.
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