O beijo das sombras – Laurell K.Hamilton

SINOPSE: Entre num mundo emocionante, voluptuoso, e tão ameaçador quanto belo. Onde dominam paixões ardentes de seres imortais, outrora adorados como deuses ou demónios. 


Os mais supremos seres sobrenaturais são fadas Sidhe, uma raça tão bela e poderosa que foi em tempos adorada como os deuses. Não só são luxuriosos, como incrivelmente bons amantes. Quando têm sangue real… são literalmente viciantes. Fadas de sangue puro não toleram as cidades e raramente vivem entre os humanos. Mas Meredith Gentry não é de puro-sangue. Ela tem sangue humano e por isso é mortal. Talvez também por isso, sinta que não pertence a lugar nenhum. Meredith Gentry, princesa da corte real das Fadas, faz-se passar por humana em Los Angeles, onde trabalha como detective privada. Mas, agora, o carrasco da rainha foi enviado para a levar de volta para casa – quer ela queira quer não. Subitamente, Meredith vê-se como um mero peão 
encurralado nos terríveis planos da sua tia. A tarefa que a aguarda: desfrutar da companhia constante dos homens imortais mais bonitos do mundo. A recompensa: a coroa – e a oportunidade de salvar a sua vida. O castigo por fracassar: a morte.

OPINIÃO: Uma palavra: LUXÚRIA! É fantástico como este livro aborda o pecado capital com tanto requinte e com boas intenções.
As fadas Sidhe são criaturas lindissimas com caracteristicas sexuais únicas, o auge do seu poder é atingido durante o acto sexual, logo, neste livro podemos contar com imensas partes não indicadas a crianças.
“O beijo das sombras” não é um livro vulgar com excesso de sexo, é mais uma compilação de ingredientes sociais interessantes postos na mesa para fazer o leitor refletir.
No mundo Sidhe há duas cortes, a Seelie e a Unseelie. Esta última é onde se passa todo o enredo. Dotada de valores, alguns bastante bons e outros mais estranhos, as restantes criaturas sonham em fazer parte da elite que povoa a corte.
Na corte unseelie a poligamia é permitida, não há qualquer racismo ou preconceito para com as criaturas diferentes (quem tem dois braços ou três pernas não é horrível, é diferente e belo à sua maneira) e não se distingue ninguém pela sua raça, constituição física, género ou idade. É a autêntica corte dionisíaca nietscheziana.
A rainha Andais é severa e dispõe para seu próprio prazer de vinte e um guerreiros. Estes, estão condenados ao celibato exceto com a própria rainha. Por sua vez, o seu filho Cel, tem à sua mercê vinte e uma mulheres com as mesmas regras.
A protagonista, Merry, é hibrida e é sobrinha da rainha. A terceira herdeira na ascensão ao trono. Apesar de a sua relação com a rainha não ser de todo simpática, esta manda-a capturar para lhe fazer uma proposta. O que devo dizer, não foi surpresa, devido à sinopse demasiado explicita do conteúdo da obra, mas não deixou de ser agradável ler estes momentos de tensão em que Merry é encostada à parede.
A corte Unseelie tem outra lei, a partir do momento em que um sidhe engravida, o outro terá de prestar fidelidade e juntar-se a ela em casamento. Esta lei causa imensas contraversias numa história simplesmente apetitosa.
O destino de Merry está entregue à vontade mórbida e sádica de Andais. Cel é um problema e os guerreiros uma mais valia. Estou desejosa de ler o próximo.
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