A Nação – Terry Pratchett

SINOPSE: Em Inglaterra só há um autor de fantasia que faz frente a Harry Potter: Terry Pratchett 


Profunda, mordaz e repleta com o inimitável humor satírico de Terry Pratchett, esta é uma aventura espantosa que, de uma forma muito literal, vira o mundo do avesso. 

No dia em que o mundo acaba o jovem Mau vai a caminho de casa, vindo da Ilha dos Rapazes. Em breve, será um homem. É então que chega uma onda enorme, arrastando atrás de si a noite escura e trazendo também um navio, o Doce Judy. Quando a marcha do navio é travada com estrondo, apenas uma alma sobrevive (ou duas, incluindo o papagaio). A aldeia desapareceu. A Nação, tal como a conhecia, desapareceu. Resta apenas o jovem Mau, que não veste quase nada, uma rapariga dos homens-calças, que veste demasiado, e um monte de mal-entendidos. E também grande 
quantidade de não-saber-o-que-fazer. Ou lá como se diz. Juntos, deverão construir uma nova Nação a partir de fragmentos. E construir uma nova história. 
Mas… 
QUEM GUARDA A NAÇÃO? ONDE ESTÁ A NOSSA CERVEJA? 
…a velha história não se limitará a desaparecer pacificamente,pelo menos enquanto os Avôs tiverem voz. E Mau terá de olhar o passado antes de conseguir encarar o futuro.


OPINIÃO: Ficar confusa ao ler esta sinopse? “ACONTECE!”

Não ficar rendida com esta história? “NÃO ACONTECE!”

Porque é que a cerveja é venenosa e depois de cuspir e cantar uma canção é deliciosa?

Porque é que a onda veio? Imo existe?
E os homens-calça, que gostam quase tanto de ouro como de calças, são todos iguais?
O que é afinal um selvagem?
Terry Pratchett delicia qualquer leitor com a sua escrita fluída e carregada de sátira. Arrisca-se a invocar perguntas ao qual todos os humanos procuram saber mas que ninguém admite que a única resposta é:”Porque sim!” “E isso é resposta?” “Porque não?”
Voltando ao início deste maravilhoso livro. Encontramos um cenário bastante semelhante ao clássico “A Lagoa Azul”, um jovem “selvagem”(“o que é um selvagem afinal?”)e uma menina da corte perdidos numa ilha. Ao longo da narrativa as perguntas ingénuas destas duas personagens. Mau, o Caranguejo-eremita e Daphne, a Rapariga-fantasma, evoluem para um estado de sabedoria supremo acerca das prioridades da vida. Sem nunca perder o ponto cómico, um tanto sarcástico, que caracteriza esta narrativa, os temas começam a ficar pesados e a adquirir uma inteligência que à partida nada se identifica com o protótipo das personagens. A ilha é povoada e a pouco e pouco a Nação reconstrói-se, contudo, o verdadeiro termo da palavra “selvagem” é discutido a partir deste ponto e nós, os europeus, o povo civilizado envergonhamo-nos dos nossos comportamentos tão previsíveis.
No entanto o “fio condutor prateado” é a motivação de Mau que grita “Não Acontece!” e assim os Pássaros-Avô e o Polvo-trepador nunca perderão o seu lar.
Com um misticismo encoberto, sobretudo em Mau, “A Nação” é uma obra especial. Compreendo agora a “fama” internacional deste magnifico autor e só espero ansiosamente que a nossa querida editora, Saída de Emergência, opte por nos fazer chegar os restantes trabalhos que dignificam Terry Pratchett.

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2 thoughts on “A Nação – Terry Pratchett

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