Morpheu


Onde estás Morpheu?
Para me embarcares na tua viagem.
A tua ausência enfraquece o meu espírito,
abre portas a devaneios.
Pesam-me os olhos da escuridão temporária
que anseiam.
Esqueceste-te de mim e o paraíso não encontro!
Os membros pousam mas a alma desperta recria terrores e angústias numa mente exausta,
vencida, usada, penitente da inexistência do teu toque celestial que transporta para mundos inalcançaveis à realidade humana.
Toca-me Morpheu,
eleva-me à tua condição de Deus,
banha a minha alma aturdida da realidade nos teus contemplos,
nos teus braços aconchegantes.
Estás a cheagar Morpheu?
Minhas pálpebras cedem vagarosamente,
o teu sopro recai sobre os meus cabelos pausando a palpitação atribuindo-lhe um ritmo por igual.
Quente, o fogo sinto na pele!
Conforto de um deleitoso aposento que repousa a minha mortalidade.
Sou quadro agora, tela em branco onde pintarás o rosto belo das paisagens so Olimpo.
Sonhos!

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